sexta-feira, 1 de junho de 2012

Toritlha Espanhola "incrementada"

 
Além de ser uma refeição completa, as pessoas que não têm assim tanto talento para a culinária não precisam se preocupar, porque ainda que dê errado, fica boa! Por esse motivo sempre abusei da tortilha espanhola.
Acontece que depois que voltei a trabalhar, acabei deixando a receita de lado e o Gabriel ainda nem tinha experimentado. Mas essa semana resolvi não só me reencontrar com o prato, como também dar a ele um "toque especial". E não é que ficou bom? Agradou o pequeno e o grande, e com uma saladinha foi o suficiente para deixar todo mundo satisfeito!

Qualquer semelhança com o Bob Esponja é
mera coincidência. Juro que tentei fazer uma
carinha feliz e saiu isso...


  Segue a receita: 

 - 4 ovos
- 4 batatas
- 1/2 cebola
- 1 cenoura média
- sal
- azeite de oliva
- parmesão

Descasque as batatas e corte-as em rodelas finas, como se fosse fazer batata chips (eu usei aquele negócio de descascar cenoura para cortar as rodelas finas de batata). Em uma frigideira antiaderente frite a batata e a cebola no azeite até a batata amolecer. Enquanto a batata estiver fritando (dê sempre uma mexidinha para não queimar só as de baixo), rale a cenoura. Bata os ovos em uma vasinlha funda, como se fosse fazer uma omelete. Quando estiver com um pouquinho de espuma, acrescente aos ovos a cenoura ralada, a batata e cebola e o sal. Coloque tudo na mesma frigideira já utilizada e deixe dourar de um lado. Com a ajuda de um prato, vire a tortilha e deixe dourar do outro lado. Enquanto isso, coloque o queijo parmesão para derreter em cima da tortilha.

Huuuummm, delicious!!!!!
 


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Programa Brasil Carinhoso... (??)

Após um longo período de estresse regado de milhares de ml de xaropes, sucessivos tratamentos contra a bronquite e um princípio de pneumonia, finalmente a utilização da famosa "bombinha" para asma nos permitiu uma folga. A indicação é super rigorosa e, descobrimos ao sair do consultório que o preço também. Uma média de R$ 80,00 para uma bombinha que rende aproximadamente 60 puffs (sim, o ato de apertar a parte de cima da bombinha para que a solução saia se chama "puff"). A indicação é de que o tratamento é bem moderno, mas deve ser utilizado de forma bastante responsável. Alguns médicos acreditam que, por este motivo e, principalmente pelo preço, a população menos abastada não tenha oportunidade de acessá-lo...
O fato é que há alguns dias tenho ouvido da mídia que, por ser a principal razão de internação entre crianças de até 06 anos, o Governos passaria a fornecer gratuitamente remédios contra a asma para a população.
Como boa pagadora de impostos que sempre fui, me sinto no direito de aproveitar deste e de qualquer outro benefício concedido pelo Governo, cujos requisitos eventualmente consiga preencher. Assim, tratei de ligar para 02 farmácias populares de Campinas, naqueles telefones encontrados no site do G1, uma das fontes da notícia(http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2012/05/remedios-para-asma-sao-distribuidos-de-graca-nas-farmacias-popular.html). Acontece que na primeira farmácia, a pessoa que me atendeu me informou que a concessão dos tais remédios não tinha sido aprovada, que essa era a notícia que ela tinha. Liguei para a outra farmácia, que confirmou que os remédios passariam a ser distribuídos, mas me orientou a ligar para uma das farmácias conveniadas, que lá eles saberiam me dar a informação. Pois bem, liguei para a tal farmácia, informei o nome do medicamento que o Gabriel utiliza e questionei se estaria incluído no programa do Governo. A mocinha disse que ainda não haviam recebido a lista dos medicamentos e tampouco soube me informar quando receberiam ou quando a distribuição seria iniciada. 
Para quem não conhece, a utilização das
bombinhas por crianças não é diretamente na boca,
utiliza-se este aparelho que é
chamado de "espaçador".

Ontem à noite, firme no propósito de desonerar o orçamento mensal, dei uma "googlada" sobre o tal programa. Acontece que descobri que a distribuição teria início em 04 de junho e se restringia a 03 tipos de medicamentos. Verifiquei se alguns daqueles nomes de referência eram a composição da bombinha e... lógico que não!!! Apenas por curiosidade, para entender o tamanho do CARINHO do programa, dei uma pesquisada rápida nos preços dos medicamentos listados e fiquei realmente comovida, o mais caro era aproximadamente R$ 10,00!!!
Não tenho capacidade técnica para falar sobre a eficiência dos remédios disponibilizados e também sei que pouco é melhor do que nada, mas se o Governo está assim tão preocupado com a incidência de internações, porque não se propõe a disponibilizar TODOS os meios que poderiam ser aplicados no tratamento?



terça-feira, 29 de maio de 2012

1ª vez no cinema - em números e mau humor



Já fazia tempo que queria ter essa experiência, então, após uma semana inteira explicando como seria, o que aconteceria, tomei coragem e decidi ir ao cinema com a melhor companhia do mundo. O filme que estava passando: Piratas Pirados (www.pirataspirados.com.br). Como no Iguatemi somente passaria sessão 3D e eu achei que para a primeira vez seria muita informação, acabei me programando para ir ao Shopping D. Pedro. Não gosto de falar mal porque pela facilidade da distância vou a esse shopping com frequência e sinceramente na maioria das vezes ele atende às minhas necessidades, mas toda vez que por algum motivo insisto em fazer qualquer coisa naquela praça de alimentação, sempre acabo indo embora de mau humor. Não acho que é pelo volume de pessoas que o serviços são tão mal prestados, tem que haver outra explicação... Existem lugares mais cheios e aparentemente com menos estrutura para atender o "povão" que não retratam tanto descaso pelas pessoas como aquilo.
No dia do cinema não foi diferente... Me programei para ir a uma sessão depois do (nosso) soninho, e como não demoraria mais do que 5 minutos para chegar até lá, achei que a meia hora de antecedência programada seriam suficientes para a compra do ingresso (não sei por qual motivo, não estavam disponíveis pela internet), da pipoca, e até daria tempo para escolher um bom lugar.
Resultado: A fila estava quilométrica, e fiquei mais de 10 minutos sem sair do lugar quando, estando "em cima" do horário da sessão pretendida, dirigi-me até a fila preferencial (ok, sei que não é politicamente correto, mas era estado de necessidade) e, após esperar mais 10 minutos para que o guichê atendesse as 02 pessoas que estavam na minha frente, fui informada que a sessão estava começando.  
Já que tinha prometido pipoca, não me importei muito em chegar um tantinho atrasada, mas os quase 15 minutos na fila da pipoca não foram suficientes para que a bomboniere conseguisse atender as 27 (sim, eu contei!) pessoas da minha frente, então, após uma negociação acirrada, combinamos que compraríamos a pipoca ao final...
Por termos chegado depois do início do filme e, portanto após as luzes terem se apagado, foi necessário um tempinho para que ele entendesse tudo o que estava acontecendo ao seu redor e somente então começasse a prestar atenção no que estava acontecendo na tela.
Ficamos até o final, gostamos muito, achamos engraçado, mas uma outra rodada de negociações foi inevitável, já que ao contrário do tamamho da fila da pipoca, o meu humor e paciência com aquela situação já tinham acabado.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

SUPERMERCADO

Antes de ter filho e do meu filho conhecer os doces, não tinha noção do quão inteligente foi a idéia do marketeiro que colocou aquelas gôndolas (não sei se é esse o nome) no corredor dos caixas de supermercados.
"Ok" quanto às revistas, pilhas, giletes, etc, pois acredito que sirvam quase como um lembrete incrementando as vendas nos 46' do 2º tempo. Agora, com relação aos doces, me desculpem, mas me sinto totalmente à vontade de chamar isso de JOGO SUJO! Sei, sei, que só leva o flho às compras quem quer, mas qualquer "passadinha" no supermercado para comprar um quilo de arroz vira um tormento. Se tiver fila então...
Fato é que esse assunto foi razão de uma "DR" de gente grande há dois dias, com direito a gritos de uma mãe descontrolada e choro e promessas de uma criança magoada. Acontece que ontem, depois de muito combinar que não haveria manha, choro, blá... blá... blá... a passadinha no pão de açúcar do lado da escolinha teve como saldo a inclusão do Kinder Ovo garimpado na gôndola do caixa.
Pensei, então, que já que aparentemente alguns vereadores não estão preocupados com muitas coisas, será que conseguiria encontrar algum que me apóie na edição de lei que proíba os supermercados de exporem os produtos atraentes às crianças nas gôndolas dos caixas? A promoção dele poderia ser: "Não quer seu filho com cárie precoce? Vote em ..., aquele que fará a lei da gôndola sem doce!!!" Se ele quiser mudar o "jingle" vou entender, mas acho que vou começar a campanha...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

KE-TSIAP, KECHAP, KETCHUP

Depois de comprar os presentinhos para as aniversariantes da semana, decidimos "fazer uma boquinha" no Joe & Leo's. Eu, como a mãe pseudo saúdável que infelizmente sei que sou, pedi um filé grelhado com batatas para o pequeninho. E o pai, visando manter a boa forma e níveis de colesterol, pediu logo um Delmonico's (cheeseburguer, com 150g de picanha, queijo cheddar, alface crespa, tomate, cebola, pepino japonês agridoce em conserva com batata frita) para acompanhar o nosso chopinho. Pois bem, depois de morder a língua e dar uma ESCÂNDALO no meio do restaurante, não quis mais o filé suculento que estava indo super bem. Tudo bem... Comi! Poucos minutinhos depois, o Delmonico's do papai chegou e ele, com todo jeitinho, ofereceu pedacinhos munidos de generosas porções de Ketchup ao pequeno manhoso. Não se passou muito tempo para que o jogo americano de papel já estavivesse bem coberto de molho, e a batata frita, que até então estava sendo apenas delicadamente "molhada" no potinho, agora servia de "colher" para que o tempero fosse solitariamente devorado... 


Aqui vão alguns mitos e verdades sobre ketchup extraídos do http://comida.ig.com.br/mitos-e-verdades-catchup/n1237535076383.html


Reza a lenda gastronômica que a invenção do catchup seria coisa dos chineses. Eles foram os criadores de um molho de peixe fermentado batizado de ke-tsiap e que este, ao se espalhar pela Ásia, ganhou nomes diferentes, entre eles kechap. Mais tarde, durante a passagem dos holandeses pela região no século 17, o molho chegou à Europa e depois aos Estados Unidos, o país responsável por adicionar tomates à receita.

A fórmula se tornou um sucesso ¿ e permaneceu até nossos dias. Hoje, hot-dog sem catchup não existe, e muitos desconsideram consumir batatas fritas ou um belo x-salada sem o condimento vermelhinho. Para saber mais sobre o milenar catchup, veja as explicações da nutricionista Samara Regina Andrade, de São Paulo, sobre seus mitos e verdades.

Catchup industrial quase nem leva tomate algum...
Mentira
Ao contrário dos que alguns pensam, 70% de qualquer catchup vendido em supermercados é uma base de suco de tomates concentrados, sim. Os outros 30%, por outro lado, são condimentos de sabor (como alho em pó) e produtos como sal, açúcar, vinagre e outros.

Ele contém uma carga absurda de aditivos industriais.
Meia verdade
Como qualquer produto industrializado, aqueles acondicionados em pacotes, caixas ou latas, o catchup tem sim sua carga de conservantes. A preocupação em relação à composição do catchup, no entanto, nem deve ser essa (afinal, a maioria das marcas mais conhecidas sequer possui corantes artificiais, por exemplo, como mostram testes regulares do Inmetro).
O caso com o catchup é o teor elevado de açúcar. A sacarose representa entre 15% e 20% da composição do catchup convencional. Essas seriam as calorias vazias identificadas pela Organização Mundial da Saúde, que não agregam qualquer valor à alimentação e podem levar à obesidade. Pesquisadores, no entanto, já estudam substituir a sacarose do catchup por outro elemento de sabor idêntico e propriedades semelhantes ao aspartame, o que o tornaria menos nocivo.

Se for consumido aos poucos, não faz qualquer mal à saúde.
Meia verdade
Esse pouco é discutível. A OMS, por exemplo, recomenda que a ingestão diária de açúcares não passe de 10% da parcela de alimentos energéticos diariamente (parte que seria dividida entre o catchup e outras dezenas de produtos, como chocolate e até as frutas). Observar também as quantidades diárias de sal, sódio e outros elementos é o mais importante ao balancear a dieta.

Catchup prejudica o estômago e é péssimo para quem tem úlcera.
Verdade
O catchup faz, sim, parte da lista de alimentos que os gastroenterologistas não recomendam para quem tem o estômago delicado ou sofre com refluxo. Junto com o catchup e outros condimentos como mostarda, alho, cebola ou pimenta, estão os refrigerantes, os doces, os alimentos muito quentes e alguns outros. Devido à acidez do tomate, base do catchup, ele é contra-indicado para quem tem problemas de úlcera ¿ assim como o molho de tomate simples, por sinal. Usando pequenas quantidades, porém, o problema não se desenvolve em quem tem o estômago saudável.

Fica muito melhor comer catchup caseiro.
Mentira
As receitas mais conhecidas de catchup caseiro são compostas de 1 lata de extrato de tomate misturada a meia xícara de vinagre, meia xícara de açúcar e uma colher (café) de sal. Vale a tentativa ¿ mas é bom deixar claro que essa receita levará quantidades de açúcar e sal até maiores que as do catchup convencional. Portanto, pode-se ganhar no preço mais em conta, mas não se ganha nada em aspectos saudáveis.



quinta-feira, 10 de maio de 2012

VACA AMARELA??? TÁ POR FORA!!!!

Fim de semana na praia com nossos queridos amigos e a fofa da Isabella quis dormir no nosso quarto. Como não houvesse meios de fazer a criatura mais falante do mundo ficar quieta, o Arthur começou a cantar "Vaca Amarela" e eis que a Isabella lança: "Tio, agora a música é outra!" e pos-se a cantar...

“Hoje a comida é boa,
tem filé de bode,
sopa de mosquito,
salada de bigode.
E de sobremesa,
mocotó de lesma,
e refrigerante,
xixi de elefante!
Quem falar, quem falar, come a comida,
123, 123, 456..."

Não adiantou muito porque a criaturinha pouco se importou de comer TODAS AS VEZES! O que valeu a pena mesmo foi ouvir a vozinha gostosa da Bella cantando!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Ontem à noite o pequenininho ficou com "Síndrome de Moço", quis tomar banho sozinho, escovar os dentes sozinho, usar a toalha de banho do pai dele (estava pendurada e era a única "de moço" disponível) porque a dele já estava muito pequena, se recusou a colocar fralda para dormir, jogou a chupeta longe algumas vezes, mas... na hora do vamos ver... não conseguiu desapegar...A verdade é que tenho dúvidas se quero, neste momento, que ele abandone a chupeta. Existem todas aquelas teorias dos especialistas que, além de estragar os dentes, ainda não deve servir de "muleta" para a criança. O problema é que os pais (pelo menos eu!) tem receio de abrir mão justamente por isso, porque na hora do desespero, do desconsolo, a chupeta é um santo aliado... Enfim, ainda não me considero psicologicamente preparada para lançar mão desse acessório porque acho que, no fim das contas, quem faz uso da chupeta é a criança, mas não deixa se ser uma "muleta" também para os pais!

De toda forma, estou começando a pesquisar meios de fazer com que ele largue a chupeta, e os que julguei mais eficazes foram: 1 - a troca por alguma coisa que a criança queira ou goste (mas diante de todos os depoimentos de quem o utilizou, é preciso estar muitíssimo preparada para alguns dias beeeem difíceis, até que a criança se acostume ), ou; 2 - um método que para mim é novo (nunca tinha ouvido falar), não parece lá muito higiênico mas talvez seja menos traumático: "Com uma tesourinha fazer um corte vertical discreto bem no centro, na borda, na parte arredondada de látex. Quando a criança for chupar, o ar sai pelo corte e a chupeta perde o aspecto de bexiguinha e não vai mais ser tão agradável a "sucção".
Sei lá... vou esperar mais um pouco e quem sabe ele decide parar por vontade própria...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Com o friozinho do feriado, decidimos fazer um programinha de adulto em família, e já que o Pequeninho está ficando mocinho, deu SUPER CERTO!!!!

O prato escolhido foi Fondue de Queijo, e como tenho as minhas “encanações”, resolvi dissolver a mistura dos queijos com leite, ao invés de usar o vinho branco. Tudo bem, não ficou IGUAAAAAL ao que estamos acostumados, mas sim, ficou muito bom e demos conta de acabar com tudo!! rsss

Acontece que no dia seguinte, quando contamos às pessoas da nossa noite maravilhosa, houve certa crítica pela substituição de ingredientes já que, segundo a sabedoria popular, o vinho evapora quando cozido com a comida.  

Acontece que como careço de algum tipo de prova para mudar as minhas convicções, dei um “bisú” na net a fim de encontrar um veredicto final sobre a questão da evaporação do vinho e, sem perder muito tempo pesquisando, as informações mais científicas acordaram com o meu pressentimento, qual seja: O ÁLCOOL NÃO EVAPORA 100% QUANDO É UTILIZADO NA COMIDA!!!

A explicação para este “fenômeno”, bem como para tantos outros sobre a ciência dos alimentos pode ser encontrada no livro “O que Einstein Disse a seu Cozinheiro” (aprox. R$ 55,00). Com relação ao assunto em questão, a causa é que, água e álcool, ao se juntarem, têm um ponto de ebulição mais baixo do que do álcool ou da água. O resultado disso é que os vapores levam tanto álcool quanto água, e não somente o álcool. Então... se sobra líquido, também sobra álcool.

Enfim, não acredito que a quantidade que permaneça na panela em uma ocasião particular seja suficiente para causar algum dano à criança, porém, se podemos evitar, acho que a exposição acaba sendo desnecessária... Sendo assim, quando tiver criança no programa, a substituição do vinho por leite está mais do que recomendada!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mel Rosado

Credores da medicina desenvolvida no tempo da Vó que, sem qualquer prova científica de cura ainda é praticada em todas as farmácias, de vez em quando ainda somos brindados com frasco de funchicória esquecido no canto de algum armário.
O fato é que MAIS UMA VEZ apareceram aftas na boca do Gabriel (sim, já é a 3ª vez em 3 meses...), e mais uma vez ele está babando e não quer comer. Acontece que na escolinha essa tal virose de afta, também conhecida como estomatite, é mais popular do que o tanque de areia. - Sim, porque a escolinha tem muitos benefícios, mas também não podemos deixar de lado que o contato entre as crianças faz com que compartilhem suas doenças. TUDO BEM, porque na balança os bônus estão bem mais pesados do que os ônus, e adquirir resistência à essas moléstias é somente uma questão de tempo... - Foi aí que uma das mães me indicou, por indicação da mãe dela, um medicamento suuuuuper novo que vende em qualquer farmácia, não tem bula e possui aqueles rótulos bem modernos, e se chama MEL ROSADO. Dei uma pesquisada no Dr. Google em como administrar o produto e não achei uma indicação unânime, então, como não deve fazer muito mal, resolvi seguir um pouquinho as indicações e administrar um pouquinho como achei melhor. Assim, enchi uma colherinha de café com o líquido e despejei na boca do pequeno, tentando mirar ao máximo as aftas. Coitadinho, tive a sensação que aquilo ardeu mais do que pimenta malagueta, porque ele começou a pular com a mão na boca e, obviamente, gritar muitooooo. Isso por uns 20 segundos, pois depois que a dor passou, ele comeu e bebeu o que lhe ofereci , porque lógico, estava morrendo de fome. Não sei se o negócio anestesia ou de fato tem algum efeito adstringente que cura as aftas, mas que funcionou, funcionou! Já dei outra dose umas 4 horas depois da primeira, e aparentemente não doeu tanto. Enfim, se a medicina atual indica o tempo como cura de alguns probleminhas que incomodam tanto os nossos pequenos, acho que utilizarmos um pouco da sabedoria dos antigos também não deve fazer tanto mal!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De volta à ativa!

Depois de um tempão "fora do ar", muitas coisas aconteceram e o Gabriel já está ficando um mocinho... Depois de um mês e meio de vida acadêmica não podemos dizer que as coisas na escolinha começaram da melhor maneira, mas ainda bem que tivemos tempo e paciência para que hoje ela esteja totalmente inserida em sua rotina. Devemos então um agradecimento especial à Tia Mônica e à toda Equipe Brasinha (http://www.escolabrasinha.com.br/) pela paciência com a dupla mãe/filho, porque a adpatação é um momento realmente muito delicado que merece todo cuidado para que não seja carregado de traumas. Sim, sem exageros, somente temos noção da dimensão dessa separação quando nos vemos passando por ela.
Enfim, o blog acabou ficando de lado em favor de outros projetos, mas a pretensão é reativá-lo e continuar compartilhando experiências.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Vingança

A maternidade tem a capacidade de nutrir diversos sentimentos que, se tínhamos noção que existiam, estavam bem escondidos. Acontece que alguns deles não são muito nobres, como uma espécie de "raiva" de criancinhas maldosas. Hoje acordamos cedo, tomamos café na padaria e fomos à pracinha que, como sempre, estava cheia de fofuras brincando. Tinha também uma menininha aparentemente fofa de quase três anos, cuja covardia foi capaz de despertar um sentimento muito ruim quando, ao passar pelo lado do pequenino deu-lhe um empurrão que não machucou, mas o fez cair de bumbum no chão e, obviamente chorar. O olhar fuzilante para a mãe extraiu muitas desculpas, mas nenhuma repreensão à pestinha. A brincadeira continuou e, quando menos se esperava, a cena se repetiu: empurrão, bumbum no chão, choro, olhar fuzilante, desculpa e nenhuma repreensão. Já estávamos arrumando nosso "bádi" para ir para casa quando, sorrateiramente, a PENTELHA deu novamente o bote. Empurrou, saiu correndo em direção à balança que ainda estava em movimento e ... PÁÁÁÁ, tomou-lhe uma balançada bem no meio do nariz!!! Fomos embora ouvindo os berros com a sensação de alma lavada!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pracinha Santa Cruz

Ainda que a tossinha insista em aparecer de vez em quando, podemos nos considerar recuperados da crise de bactérias, vírus e outras moléstias poderosas que invadiram nossa casa desde 6ª feira passada, então estamos tirando o atraso dos passeios.
Hoje fomos - depois de 4 meses sem sequer passar na frente - na Pracinha Santa Cruz (perto do Carrefour Bairro do Cambuí). Os brinquedos de lá são super modernos e da última vez não foram de grande proveito ao pequeno, que ficou com medo de utilizá-los.
Mas hoje foi diferente, a pracinha estava LOTADA de crianças, pais, mães, babás, baldinhos, carrinhos, enfim, de tudo aquilo que nos dá a percepção que o mundo não vai acabar e pode até ser um lugar melhor...
Claro que as mudanças de comportamento são nítidas a cada dia, mas é quando estamos em lugares públicos que verificamos como ele já está ficando um "mocinho". Interagiu com as outras crianças no tanque de areia, emprestou os seus brinquedinhos e brincou com os dos outros, aguardou a sua vez de utilizar os brinquedos e deu licença para as outras crianças utilizarem, devolveu os brinquedinhos quando lhe foi  solicitado. Fez tudo para ser elogiado por quem estivesse observando!!! E foi o que aconteceu. Deixando de lado o exagero e o excesso de "corujisse", foi um orgulho ouvir elogio da maioria das mães que  estavam lá, e algumas até pediram dicas!!! Claro que ele não é um santo nem um robô, mas no quesito lugares públicos, ele realmente se destaca pelo bom comportamento. Não é muito bom ficar falando porque as coisas podem mudar quando ele ficar mais velho, pois o detalhe que esqueci de contar é que, embora ele tivesse quase o mesmo tamanho das crianças que estavam lá, ele era o mais novinho por alguns meses de diferença. De toda forma, enquanto conseguirmos manter as coisas assim, tanto melhor!!!

"A liberdade é uma planta que cresce depressa, quando ganha raízes." (George Washington)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Negação


Parece que a fase das birras e demonstrações excessivas de vontade estão começando... Tudo bem que ainda não chegamos (e esperamos NUNCA CHEGARMOS) aos berros públicos e “atiradas no chão”, mas a fase da negação está dando bastante trabalho. Porque aparentemente ele só tem ido, feito, comido aquilo que quer e quando quer, e já que estamos nos saindo pais bem liberais no tocante à liberdade de persolidade do pequeno, temos por hábito perguntar a ele sobre o que lhe diz respeito (as coisas que julgamos passíveis de escolha, óbvio). Acontece que antes de terminarmos a pergunta, a resposta já está na ponta da língua e é sempre a mesma: NNNNÃO! Então, fazendo uso da dose extra de paciência entregue aos pais no momento que os filhos nascem, prguntamos mais 4 ou 5 vezes até que a resposta se confirme. Aí tudo fica bem! Depois da nonagésima vez que temos que repetir várias vezes a mesma pergunta, simplesmente passamos a aquiescer com o primeiro “não”, e é aí que, irritado, o pequenino passa a ser irritante, pois segundos após ter negado determinada coisa, pede aos berros por aquilo e só cessa quando seu desejo é atendido.

"Nesta vida pode-se aprender três coisas de uma criança:
Estar sempre alegre;
nunca ficar inativo;
e, chorar com força por tudo aquilo que se quer." (Paulo Leminski)

domingo, 10 de abril de 2011

Escolinha

Dando início aos nossos "novos projetos" familiares, fomos visitar uma escolinha próxima de casa mesmo já estando inclinados a matricular o pequeno em outra. Precisamos de parâmetros de comparação...
A escolinha é super bem conceituada e nada foi visto ou dito que a desabonasse, mas ver aquela criançada "se virando" sozinha deu um "aperto" no coração... A maioria estava brincando bem feliz, mas aquelas duas ou três chorando sozinhas, sem um colinho de consolo, não passaram despercebidas... A hora da refeição também foi bem triste, todas as crianças da sala (máximo de 12 para 2 tias por sala) estavam em volta da mesa e as "tias" alimentavam de duas em duas, enquanto que as outras ficavam lá, sentadinhas esperando (ou chorando...). Ai que dó!!!

Foi bonitinho ver a criançada interagindo no parquinho e nas salas de aula, e andando em fila indiana pelo pátio segurando a barra da camiseta do amiguinho da frente, realmente parece que elas aprendem a ter disciplina bem cedo, mas que dá dó, isso dá!!! Tem também a história da "ansiedade da separação", que segundo os especialistas tende a diminuir nos próximos três meses (o pequenino está com 1 ano e 5 meses).
Enfim, acho que vamos ter que visitar mais algumas escolinhas para ir acostumando com a idéia, porque a necessidade de conviver com outras pessoas e ambientes está cada dia mais latente, fora o excesso de energia que tem demandado maior diversidade de atividades.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cadeirinha do carro

Que o uso de cadeirinha do carro é obrigatório todo mundo já está careca de saber, aliás, mesmo que não fosse, a maioria de nós faria questão de tê-la, pois temos consciência do risco que nossos filhos correm ao serem transportados de outra forma, correto?
O que acontece é que o manual de instruções da cadeirinha (pelo menos da nossa!) indica direitinho como deve ser instalada, porém, não dá instruções sobre a forma correta de prender a criança no equipamento. Ok, nós também achávamos isso tão "elementar" que estranharíamos se encontrássemos instrução desta natureza no manual. 
Ora, é só prender de uma forma firme sem sufocar que está ótimo, ele se acostuma e o transporte está seguro!
Acontece toda a criança tem as suas vontades - que na maioria das vezes são imprevisíveis -, e é apostando no "senso comum" delas que os acidentes acontecem...
Uma das novidades do fim de semana que invariavelmente nos rendeu algumas risadas e preocupações foi a desenvoltura do pequeno em livrar rapidamente o braço do cinto da cadeirinha. A hora que vimos ele estava lá, livre, leve e solto buscando o seu brinquedo, que estava do lado esquerdo do carro, com a mão direita e o tronco todo para frente.
Demos algumas risadas, registramos o momento e depois tratamos de "apertar" as alças para que a proeza não se repetisse.
Então, como sinceramente não tínhamos noção que isso pudesse acontecer, achamos perinente deixar aqui a seguinte dica: "o cinto da cadeirinha deve ser ajustado de forma que apenas caiba um dedo entre a alça e o corpo da criança".


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Coco

Coleção de bolas da Dindinha
Potucão sempre foi um menino de boas maneiras na hora das refeições (exceto pelo fato de não gostar do hábito de sentar-se à mesa para comer). Quando recém nascido não "regurgitava", desde que iniciou com as papinhas não aceita colheres cheias, enquanto tiver qualquer resquício de comida em sua boca não aceita nova colherada e, mesmo agora que fala o tempo inteiro, jamais o faz com comida na boca.
Pois bem, sábado de sol, manhã propícia para um passeio ao ar livre com uma paradinha para pastel, garapa, e água de coco. Aliás, água de coco é uma coisa que dizem que faz muito bem à saúde, e já que o refresco existe em quase todos os lugares que frequentamos, fazemos questão de oferecer a ele a fim de que tome gosto pela bebida. Acontece que ele NUNCA toma o segundo gole, na verdade, hoje em dia ele nem experimenta quando oferecemos a água dentro do coco. Mas, seguindo as orientações dos especialistas (dizem que qualquer alimento deve ser oferecido à criança por diversas vezes, para que ela se acostume ao paladar), continuamos oferecendo.

No último sábado a história se repetiu, oferecemos algumas vezes o mesmo coco e em todas as vezes obtivemos a recusa. Então fizemos o que nunca tínhamos tentado antes, solicitamos que o coco fosse aberto e oferecemos um pedaço da fruta ao pequeno. COITADINHO!!! A cada mastigada vinha uma ânsia, pedimos para que ele "cuspisse" o pedaço em nossa mão mas, obedecendo o seu instinto de menino educado ele insistiu em tentar engolir, e quando pensamos que a tortura tinha acabado ele não aguentou e "devolveu" não só o pedaço do coco como toda a água (mineral) que ele tinha tomado alguns minutos antes. Depois dessa nós entendemos...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Costela do Itaim"

Anjinho dormindo na casa da vovó, oportunidade excelente para a prática de terapia em grupo sobre a crise mãe/mulher/profissional... Evento: despedida light de solteira da Maricota. Local: Boteco São Bento.
Papo vai, caipirinha vem, chegou-se ao consenso que uma porção da chamada Costela do Itaim seria uma boa pedida, já que não era fritura, lanche ou pizza e não vinha na chapa (ninguém por lá queria ficar “defumada”).
A porção foi servida junto com um ponto de interrogação a respeito do seu tamanho. Depois de convencidas de que no Itaim as pessoas pagam mais e comem menos, foi iniciada a degustação da costela. Dois minutos de conversa e eis que chega uma nova porção, com o mesmo nome da que tinha sido pedida, porém de tamanho dobrado com uns pãezinhos de acompanhamento. Não foi necessário qualquer questionamento verbal (as expressões já diziam tudo!) e os garçons rapidamente passaram o “recibo” do que tinha acontecido: a porção servida anteriormente realmente tinha algo de errado, uma vez que já tinha sido servida em outra mesa que, após comer um pouquinho, pediu que fosse novamente esquentada. Confusão armada e o maitre, que deve ser um PHD na arte de conquistar clientes, tranqüilizou a todas informando que somente seria cobrado o que foi consumido, aS porçõeS de costela ( tanto o resto que foi servido como a que sequer foi tocada) seriam excluídas da conta. AAAAAHHHH BOM, assim está bem, realmente a compensação pela desorganização do boteco foi bastante proporcional ao erro que cometeram!!! UM ABSURDO! Como o bom humor de todas estava infinitamente maior do que a boa vontade e expertise do lugar, a noite terminou no pub (Grainnes) com muita gente bonita e música de primeira qualidade!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mães

Hoje Potucão deu férias, então como não temos nada para postar no que pertine ao quesito "Vida de Bebê", segue um texto (é comprido, mas vale a pena começar, e se for gostando...) da Danuza Leão sobre a tarefa de ser mãe!! Parece que o tempo passa e coisas nunca mudam...

"Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.
Não sejam preguiçosas!
É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.
Seja rigorosa!
Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido.
Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.
Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso.
Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez já seja muito tarde!".
Não morra de vergonha se seu filho der um vexame a frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público.
Nunca trate a criança como se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!
Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.
O palavrão.
É dito por todos.
Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio.
Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.
Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola?
De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler?
Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis?
Amassar e jogar no cinzeiro.
A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.
Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa.
Não encher demais o prato.
Há fome no mundo, etc, etc...
Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco?
Talvez eu tenho exagerado.
Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc.
Isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.
Só gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia.
Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. (nesse quesito já estamos errando com o Gabriel, pois qualquer pessoa que não sejam os pais ou avós, são para ele "titia ou titio")
E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes!
Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos.
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três.
Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens.
Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.
Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel só se você der.
Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?"
OK, dá.
Mas e se você tem três filhos?
Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade.
Eles e eu numa boa.
Mas só até domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.
Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães.
Portanto, vá anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão!
Mãe não pronuncia essa palavra.
Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias.
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.
Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha.
Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais.
Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.
Mãe não tem passado.
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.
Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.
Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.
Cruel?
Não...
Apenas verdade.
E mais:
Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Existe manual?

Em geral, quando estão à espera do seu primeiro filho (com o segundo tudo deve ser mais fácil!) as mães costumam devorar livros, artigos,consultas, enfim, tudo o que possa auxiliá-las para que a maternidade aconteça da forma menos estressante possível. Pois bem, em casa não foi diferente, as "regras" estavam sendo bem estabelecidas antes da chegada do pequeno. É claro que a expeíência sempre ajuda e o empirismo dos especialistas não pode ser desprezado, mas o fato de que as mães são diferentes e possuem sentimentos e intuições próprias acaba por ferir um pouco as certezas trazidas pelos livros. Pelo menos com a gente foi assim, não que os especialistas não tenham razão, mas o problema é que não temos "sangue de barata", e aí deixamos de aplicar os métodos mais radicias deixando de lado todo o resto.
Enfim, o fato é que agora o Potucão está querendo comer sozinho e ainda não tem a menor coordenação para "pescar" os alimentos do prato e inseri-los dentro da boca, fazendo a maior sujeira emvolta do cadeirão e comprometendo totalmente a refeição, já que o que entra na boca acaba sendo menos do que 10% da comida que estava no prato. Fora que tudo tem limite nessa vida, inclusive a paciência de quem está tentando dar a refeição a ele.
Aí, apesar de desacreditarmos (pelos motivos acima, não por duvidarmos da competência e conhecimento dos seus autores), voltamos às teorias de livros e artigos e mais uma vez recorremos à sabedoria especializada. Pois bem, nos deparamos então com conselhos unânimes de que a criança deve ser incentivada a comer sozinha a partir do momento em que demonstrar o desejo de fazê-lo e que os pais, SOB HIPÓTESE ALGUMA, devem proibi-la de tentar ou mudar o foco para outra atividade (sim, não sei quanto às outras crianças, mas o Gabriel precisa de um entretenimento para comer direito), mas o que não explicam é como é possível deixarmos a criança tentar comer sozinha mantendo a  "eficácia" da refeição.
Enfim, talvez seja preciso um intensivão de Supernanny...

"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos." (Pitágoras) 

terça-feira, 29 de março de 2011

Praça do Coco

O espaço não é neutro. Sempre educa. (VIÑAO FRAGO)

Para uma cidade tão carente de lugares públicos frequentáveis (e depois do nascimento do Gabriel que isso ficou mais latente para nós) como Campinas, Barão Geraldo realmente é um lugar que merece destaque! Já conhecíamos o Parque Ecológico da UNICAMP, que sem medo de errar afirmamos ser o mais bem cuidado e agradável da cidade. Enquanto o Taquaral estava se tranformando em um pseudo brejo, íamos logo pela manhã ao Parque da UNICAMP e já víamos trabalhadores varrendo os tanques de areia e tirando as folhas e gravetos da pista de caminhada, os patinhos e peixinhos estavam dentro da lagoa seguros de que não iam morrer contaminados. Fora que não era surpresa, ao longo da caminhada, ver coelhos e calangos cruzando a pista. Claro que o sabemos que o Taquaral é beeeeem maior do que o Parque Ecológico, mas ainda assim não é justificável o descaso com que vem sendo tratado. A pista de kart está abandonada há anos depois que foi desativada a pedido dos moradores da região que reclamaram da poluição das corridas. O estado das quadras de esportes ao ar livre é de dar dó! A reforma da caravela já fez alguns aniversários e nem a caravela foi terminada, nem a pista ao lado dela foi desinterditada. A lagoa dispensa comentários... quem der uma voltinha inteira em volta dela e estiver com o sentido do olfato em condições razoáveis vai entender...
Ainda assim, o desabafo acima não será capaz de acinzentar o relato da agradável experiência matinal de hoje. Depois de algumas indicações, resolvemos conhecer a Praça do Coco de Barão Geraldo (http://www.pracadococo.com.br/) que achamos o máximo!! Tem um parquinho super legal para crianças de até 10 anos, os brinquedos tem um tom rústico e seguem a linha do "ecologicamente correto". Tem também uma parte (tudo em tanques de areia) de treinamento de adultos para a prática de abdominais, barras, etc, e um trenzinho muito fofo, com inscrições nos vagões de saúde, felicidade, educação...
Diz a "lenda" que a praça foi cuidada pelo dono do quiosque, que fica em cima de um deck e vende coco (não poderia deixar de ser, não é?), pastel, sucos, etc. O clima é demais, tem gente chegando e saindo o tempo inteiro, mas mesmo assim o ambiente é coberto de tranquilidade.
Para quem cresceu frequentando a "Pracinha do Japão" em Curitiba(PR), é muito bom encontrar um lugar livre de qualquer sentimento de insegurança para poder levar o filho.